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3 de setembro de 2010

Dario I


Dario I, rei dos persas, senhor de um imenso território na Ásia, foi sempre um homem ávido de conquista, mas quando pensou em aumentar seu domínio, conquistando algumas cidades gregas na Ásia Menor, encontrou a inesperada resistência dos atenienses, gente que ele não conhecia.
Em 492 a. C., Dario decidiu conquistar a Grécia. Mandou que um exército a atacasse por terra e organizou uma frota que deveria atacá- la pelo mar. A frota foi destruída por uma tempestade e o exército voltou. Dario não se deixou desanimar e enviou seus embaixadores a Grécia, ordenando que todas as cidades se declarassem escravas da Pérsia. Esparta respondeu à intimidação atirando os embaixadores do alto de um despenhadeiro e Atenas lançou os demais em um poço. Por todo o país ouvia- se apenas um grito: Guerra aos Persas!
Dario aceitou o desafio, pois acreditava que haveria de domar esse pequeno povo orgulhoso. Enviou seu exército por mar, a fim de que desembarcasse em Maratona . Desse local dirigiu- se para Atenas, fazendo uma caminhada de apenas 40 km. Dispondo de poucos homens, Atenas pediu auxilio a Esparta, mas os espartanos o negaram porque o oráculo dissera que eles não deveriam lutar na Lua Cheia. Atenas viu- se, portanto, sozinha e, não podendo esperar, confiou sua sorte ao valoroso general Milcíades. A salvação da Grécia dependia desse homem.
Todos os indivíduos fortes e sadios foram convocados e, partindo apressadamente, chegaram a planície de Maratona (490 a.C.). Os elmos e os pesados escudos dos estrangeiros que se achavam vestidos com calças largas, à maneira Oriental, reluziam ao Sol, enquantos os gregos, dispondo de armas leves, tinham plena liberdade de movimentos. Do resultado da luta dependeria o destino da Grécia. Milcíades atacou com a força do desespero. Enquanto isso, o povo que ficara em Atenas lotava os templos e as praças. Rezava- se, esperava- se, temia- se. Os velhos reuniram- se nos muros da cidade, olhando a estrada que conduzia a Maratona. De repente viu- se aparecer ao longe uma nuvenzinha de pó e logo a seguir um homem que corria. Era Fidípedes, o veloz mensageiro de Milcíades. O povo correu ansioso ao seu encontro. Fidípedes teve forças apenas para exclamar: "Alegrem -se. Vencemos." E caiu por terra dominado pela fadiga e pela emoção.
Amargurado, desiludido, angustiado com a perda de quase 7 mil soldados, Dario atravessou o Mar Egeu com o resto do exército e voltou para Pérsia, onde morreu alguns anos depois, em 486 a.C., sem conseguir vingar- se dos atenienses.
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